Ao termo RAKU pode-se dar o significado de: Alegria, prazer, satisfação, felicidade, libertação ou tão simplesmente o prazer em trabalhar esta técnica de cerâmica.
A cerâmica Raku desenvolveu-se na segunda metade do século XVI e é considerada a essência da cerâmica japonesa. A técnica do Raku envolve o processo de modelagem,esmaltação e queima das peças (taças, bules e poncheiras) que se utilizam durante a cerimônia japonesa do chá .(…)
Estas peças possuem características especiais de cor e textura, que as destinguem de qualquer outra cerâmica, confeccionando-se com argilas que podem resistir a choques térmicos muito fortes. Para isso tem de possuir uma grande percentagem de chamote (entre 10 a 50%), compõem-se de argilas refratárias e de outros materiais utilizados em pastas de altas temperaturas, como o grés.Os materiais com que se podem preparar as pastas são: argila (argilas refratárias e plásticas), caulino chamote, feldspato, sílica e talco, entre outros.As argilas refratárias, o chamote e a sílica proporcionam á pasta e, em conjunto com o talco, suportar o choque térmico que se produz no momento em que se retira a peça do forno e se esfria mediante a sua introdução em água ou quando se deixa ao ar.
A resistência ao fogo vem da percentagem de caulino, feldspato e sílica. As argilas plásticas favorecem o processo de modelagem. Pode se utilizar também as pastas de grés, preparadas, ás quais se deve adicionar, caso não a integrem, a percentagem adequada de chamote. Se na preparação ainda for adicionado talco, em cerca de 5%, a pasta terá menor contração.
Os fornos de Raku não devem ser muito grandes e podem ser elétricos, a gás, a carvão ou a lenha. É preferível que possuam uma porta frontal, na medida em que as extrações das peças se torna muito mais cômoda em comparação a um forno que possua porta na parte superior.
A técnica do Raku possui dois sistemas de realização. Um, em que a peça se modela à mão, se aquece em torno do forno e, quando está seca, é esmaltada, consiste numa mono-queima. Depois deste processo, introduz-se a peça no forno, que estará a uma temperatura de não muito alta e que deve subir muito lentamente. Quando se verificar que o esmalte já se encontra fundido, extrai-se com tenazes compridas de ferro (com cerca de 70 a 90 cm de comprimento), e deposita-se num recipiente com água ou em serragem, papéis, ervas, folhas, pequenos ramos, aparas de madeira, palha, trapos… e fecha-se hermeticamente. Estes materiais, em contato com a peça incandescente, queimam-se, produzindo uma atmosfera redutora, que influirá tanto na argila como no esmalte. Este processo pode demorar entre 5 a 15 minutos, depois interrompe-se este processo e extrai-se a peça, colocando-a num recipiente com água, que a esfriará rapidamente, podendo também ser deixada ao ar.
Temos que considerar a a cor da argila, os esmaltes se destacarão melhor com argilas de cor branca após a queima.
Os esmaltes são de baixa temperatura e podem ser preparados á base de chumbo ou com outras fritas alcalinas. Podem ser aplicados por quase todas as técnicas (pincel, derrame, mergulho ou á pistola). As cores são feitas com óxidos. Os mais usados são, cobre, estanho e cobalto. Destes o que melhor resultado produz em redução é o cobre, que permite obter uma cor avermelhada se a redução for bem feita. Também se pode tirar partido do efeito que o esmalte faz ao esfriar.
Os resultados são sempre uma surpresa, momentos de confraternização entre ceramistas e um motivo a mais para reunir os amigos em torno de um bom forno à luz da lua. Retirar as peças incandescentes na escuridão da noite é um momento mágico.
Se vc. tiver interesse em conhecer a técnica e participar de um evento de Rakú, entre em contato comigo; no segundo fim de semana de cada mes abrimos nossos fornos para esta queima.
Mônica Falcon

Tenho interesse em aprender sobre raku.
VC ministra cusro ou vende apostilas….
Olá Andrea
Sim, no atelier todos os meses preparamos um workshop para quem se interessar pela técnica; se vc. se tiver interesse mantenha contato pois a técnica é simples e vc. pode a partir de uma peça já no biscoito preparar o raku, e a noite assistir a queima com várias outras pessoas, e de quebra curtir um vinho, comes e bebes….enfim….é sempre muito gostoso.
Mantenha contato!
Feliz 2009!!